quarta-feira, julho 22, 2009

TROFEU LUIZ MOTT
























Uma grande homenagem a Cazuza foi a tônica da cerimônia de entrega da 6ª edição do prêmio Luiz Mott, realizada na noite do último sábado (18/07), em Feira de Santana, cidade a 1h30 de Salvador. A iniciativa do prêmio é do Glich - Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual.O evento aconteceu no Teatro da Câmara dos Dirigentes Lojistas - CDL, na praça da Matriz, no centro da cidade e teve início às 21h com apresentação de Tânio Brasil, que foi de "Ideologia" a "Blues da Piedade". Depois, os membros do Grupo entraram no teatro cada um declamando um verso de uma música de Cazuza.

Apresentações de artistas locais, como Paulete Fast Food e a companhia de balé Pele aconteceram em meio às entregas das 22 estatuetas acrílicas em formato de guarda-chuva. O prefeito da cidade, Tarcízio Pimenta (DEM), foi o primeiro a receber o prêmio, representado pelo Secretário de Assuntos Sociais.

Léo Mendes , Secretário de Comunicação da ABGLT e representante dos e das Homossexuais na Cams do Departamento Nacional de Aids, foi o único ativista LGBT homenageado na noite.Léo Mendes agradeceu o premio, dedicou o mesmo a ABGLT, a Antra, AB-L, LBL, Abragay , rede Afros LGBT, E-Jovem , lésbicas negras e todos e todas as ativistas LGBT do Brasil , inclusive os autonomos que lutam diariamente contra a lesbo-trans-homofobia no Brasil.

Sendo Cazuza o grande homenageado, a Sociedade Viva Cazuza, gerida pela mãe do cantor, Lucinha Araújo, também foi contemplada pelo prêmio. Pedro Carvalho, coordenador da casa de apoio recebeu o troféu e agradeceu em nome de Lucinha. A revista e o site A Capa também foram agraciados pelo prêmio.

Receberam ainda Gabriela Leite , fundadora e diretora da Ong Davida e da grife Daspu. "Todas as vezes em que fui homenageada, foram na Bahia", contou. Militante, prostituta e autora do livro "Filha mãe avó e puta", recém-lançado pela editora Objetiva, contou o caso de duas livrarias cariocas que esconderam a palavra "puta" no título.

O casal de sargentos Fernando Alcântara e Laci Araujo também foram contemplados por conta do lançamento do livro "Soldados Não Choram" (Globo). Atendendo a um pedido dos apresentadores e da plateia, trocaram um rápido selinho. "Seria demagogia dizer que estávamos lutando desde o início contra a homofobia. Estávamos desesperados, denunciando um caso de corrupção e sofrendo perseguição", declarou Fernando.

Eduardo Barbosa, coordenador do Programa Nacional DST/Aids, afirmou que se não tivesse que ter superado a questão da homofobia em sua vida, talvez não convivesse hoje com o HIV.

A cerimônia contou com a presença de Lyu Arisson, intérprete da travesti Iolanda no filme e minissérie "Ó, Paí Ó", que, aliás, além de premiado, foi assediadíssimo pelos presentes, assim como a travesti Léo Kret, vereadora de Salvador. "A cara do Brasil sou eu", afirmou a parlamentar, quando foi pegar o prêmio.

Após a cerimônia, alguns dos homenageados foram ao Bar Bistrô, o principal ponto de encontro gay da cidade, onde foram servidos por uma deliciosa paella. O lugar resiste há uma década, segundo seus donos, que também foram homenageados. Quem teve ânimo se jogou ainda no Espaço Nobre, um estacionamento que faz as vezes de casa noturna. O ator Luiz Miranda deu o ar de sua graça no local.

Um comentário:

blog folia caipira viva a cultura nordestina disse...

Parabéns RAFAEL CARVALHO.
A 6ª edição do Trofeu Liuz Mott foi um sucesso.

Abraços,

Vilma Soares