segunda-feira, julho 21, 2008

Saude -Travestis aplicam silicone




Fonte: www.opopular.com.br
21.07.2008


Fernanda exerce uma função de liderança no grupo de travestis que se encontram diariamente na Avenida Anhanguera, mais pela desenvoltura e inteligência do que pelos 3 litros de silicone aplicados nos glúteos e no quadril. Se a exuberância do corpo fosse critério de liderança, Poliana estaria à frente.

Há menos de um mês, o travesti de 19 anos aplicou 5 litros de silicone nos glúteos, além do enchimento das mamas e de retoques na maçã do rosto e na boca. Por todo seu corpo, um lubrificante de peças de avião, à base de silicone, garante as formas arredondadas que ela desejava quando ainda morava na cidade de Goiás, cinco meses atrás.

Aos 26 anos, Fernanda já acumula 12 anos de alterações sucessivas no próprio corpo. Pelo menos quatro tipos de anticoncepcional forneceram os hormônios femininos de que ela precisava para desenvolver as mamas.

Fernanda recorreu ao óleo para peças de avião quando decidiu ampliar os glúteos, porque existe “menos risco de escorrer”. É esse o principal temor dos travestis, muito mais do que as complicações de saúde ou a letalidade do arriscado e artesanal método. “Um silicone injetado dessa maneira migra pelo tecido gorduroso, ao longo de todo o corpo. Se é aplicado na perna, pode descer para o pé”, confirma o cirurgião plástico Carlos Alberto Calixto, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A travesti Karen afirmou que preferiu colocar uma prótese de silicone nos seios. A cirurgia foi feita em São Paulo, há três anos. “Achei mais seguro”. Para a ginecologista Mariluza Terra Silveira, professora da Faculdade de Medicina da UFG e coordenadora do projeto Transexualismo do Hospital das Clínicas, os travestis recorrem ao silicone industrial porque “gostam da ambigüidade”. “Eles querem parecer mulher, mas com a genitália masculina. Faz parte da fantasia parecer muito bonita”, assinala a ginecologista.

Um comentário:

Anônimo disse...

A ginecologista Mariluza Terra Silveira, professora da Faculdade de Medicina da UFG e coordenadora do projeto Transexualismo do Hospital das Clínicas, disse que os travestis recorrem ao silicone industrial porque “gostam da ambigüidade”??. Não seria pela falta de oportunidade de fazer a coisa certa? Com cirurgiões licenciados e o tipo de silicone correto?